Artigo - A Dilatação do Tempo

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Graças ao desenvolvimento feito pela Teoria da Relatividade de Einstein muito se pode concluir sobre o tempo e o espaço. Uma dessas conclusões (que foi feita pelo próprio Einstein) é sobre a Dilatação do Tempo. Esse fenômeno é uma consequência da ideia da constância da velocidade da luz e da cinemática elementar. Assim como Einstein disse que a super-girl não pode pentear seu cabelo voando na velocidade da luz, o que vemos acontecer em relação a um referencial X também não possui o mesmo tempo. Ou seja, a mesma coisa (ou mesma ação) vista de diferentes referenciais acontecem em intervalos de tempo diferentes.

A Dilatação do Tempo pode (e deve) ser calculada pela fórmula acima, onde, traduzindo-a quer dizer: o intervalo de tempo feito por determinado referencial (delta t) é igual ao tempo próprio da ação (delta t') dividido pela raiz de 1 menos a razão do quadrado do módulo da velocidade do referencial (v) com o quadrado da velocidade da luz (c). Essa fórmula descende das fórmulas feitas por Maxwell e foram aprimoradas por Einstein.

Outra coisa importante nessa equação, e que dever ser bem lembrado, é que o tempo "dilatado" é (obviamente) maior ou igual ao tempo próprio.

Levando em conta as informações podemos usar essa fórmula em algumas questões básicas, como no exemplo de um trem viajando a 100m/s (ou 360km/h) com um pêndulo de um velho relógio dentro dele que tem como período, medido no trem, de 2s. Qual seria o tempo dilatado de um observador que olha tal pêndulo de fora do trem? Usando a fórmula, facilmente encontramos o valor de 2s, ou seja, a velocidade desse trem não é suficiente para causar dilatação do tempo. Outra dica é não confundir o tempo próprio e o dilatado na hora de calcular, pois esse é o erro mais comum nesses casos.

Logo, observamos que aos nossos olhos, a luz exerce uma certa influência ao espaço e ao tempo, levando em consideração isso, nós somos constantemente enganados pelas leis da natureza. Como quando olhamos as estrelas no céu, na verdade vemos como as estrelas estão (ou melhor: estavam) a cerca de milhões de anos, pois a luz delas leva certo tempo para chegar até nós. Por esse e outros motivo, é tão importante conhecer as leis da natureza (que muitas vezes são "apelidadas" de leis da física ou da química) para conhecermos melhor o meio em que vivemos.

quarta 18 abril 2012 17:06 , em Artigos Científicos


Crítica - Jogos Vorazes

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Adolescentes são escolhidas em um país pós-apocalíptico para lutar em campeonato até a morte. Ridículo, talvez, mas com um contexto bem feito essa isca para adolescentes "crepusculoniados" acaba sendo bom...

O filme realmente em si parece ser bem construído: bom ritmo, boa trilha sonora, boa Direção de Arte... E falando em Direção de Arte pode-se dizer que foi bem usada com o contexto da obra, muitos podem estranhar as roupas malucas e as maquiagens exageradas, mas isso se encaixa perfeitamente no que a história quer dizer. Os atores também são ótimos, a Jennifer Lawrence (que faz o papel principal) é linda e talentosa, sabe chorar, sabe cativar o público, porém por mais incrível que pareça dou muito mais destaque ao Josh Hutcherson. Foi um ator mirim fascinante, e cada vez aumenta em talento; desde Minhas Mães e Meu Pai acho que ele se encaixa em "filmes de verdade" e que não deveria perder tempo fazendo A Viagem 2: A Ilha Misteriosa: ele é um ator superior a isso.

Mas o filme erra em esquecer personagens pelo caminho, em focar em personagens chatos e deixando para lá os personagens interessantes, e principalmente falha no desfecho que desvia-se do que o filme tenta dizer durante o começo e o meio.

Sendo que o filme acerta apenas na história o crédito deve ser dado todo ao livro (que eu não li), ou seja, Suzanne Collins é a verdadeira fonte de realidade e de talento, o filme é apenas um reflexo do possível bom livro.

Quantos as minhas teorias sobre o que o filme quer dizer: tenho infinitas. Acho eu que fala do sofrimento que os jovens passam quando são colocados na escola pelo sistema, ou talvez fale sobre os Reality Shows e sobre as tentativas de alienar os cidadãos. Mas o simples fato de fazer-nos refletir com perguntas como: "Será que somos macabros como os ricos do filme?" "Será que somos como os romanos e seus gladiadores?" "Será que nós estamos realmente matando nossas crianças?" já é ótimo.

O filme é muito bom, e quanto as comparações com um "novo Harry Potter", acho até justas, pois o filme chega aos ombros de Harry Potter, porém não passa de lá. Termino a crítica com uma frase do filme que o define, mostra que a mídia poder ser para alienar e revolucionar: "Me mata! Eu já estou morto mesmo, na verdade já vinha morto há muito tempo. Só que só agora descobri isso...".

terça 27 março 2012 15:19 , em Críticas Cinematográficas


Crítica - Poder Sem Limites

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Nada me deixa mais feliz do que gastar dinheiro em algo bom, e dessa vez eu fiquei muito feliz. O filme Poder Sem Limites (Chronicle originalmente) surpreende, diverte e nos faz refletir em seus poucos 83 minutos. Dirigido pelo estreante Josh Trank (que na verdade fez um filme bom sem querer [como o M. Night Shyamalan com O Sexto Sentido]), conta a história de três adolescentes que ganham super-poderes e acabam arrumando confusão. Parece coisa de narrador da Sessão da Tarde, mas NUNCA julgue um livro pela capa.

Na verdade, acho eu, que o filme não está recebendo o valor no qual é merecido. Ouso dizer que ele é uma revolução no cinema, algo que está à frente do seu tempo e que no qual nós não conseguimos entender por ser um filme a frente de nosso tempo. Renova um estilo de cinema já ultrapassado, que é o hand-cam, e mostra o quanto o ser humano é destruidor e terrível.

O filme nos remete ao quanto nossos irmãos são menosprezados por nós e acabam tornando-se monstros de nossa própria loucura e nosso próprio egocentrismo. Remete-nos também a uma abordagem filosófica e psicológica dos dias atuais, e do quanto há de obscuridade em nossos atos.

O título em português é um tanto bem usado, pois nos mostra o quanto o próprio poder "sobe a cabeça", mas naturalmente acontece tal fato pela explicação que nós fazemos isso com a mente de nossos irmãos de sociedade.

No roteiro, muito bem feito e ritmado, observamos antíteses de acontecimentos; paradoxos que mostra uma sociedade de jovens que irão formar um mundo cada vez mais rotulado e esterotipado. Mas o paradoxo que se destaca com muita força é o de ser amado, e de ser odiado, no qual mostra claramente os resultados desta confusão mental feita por nós.

Para um filme de hand-cam isso é muito, muito para um filme qualquer, logo podemos ver que o filme destaca-se nesses elementos. Tirando o fato ideológico e moral, a fotografia é bem feita (talvez até demais para um filme de hand-cam), os efeitos especiais não surpreendem, mas não deixam a desejar. As atuações se mostram bem conduzidas, destacando-se o ator do personagem Andrew Detmer: o Dane DeHaan; e o Alez Russel que faz o Matt Garetty.

É claro que para nossos olhos, humanos e temporais, parece mais um filme "bonzinho", mas daqui a alguns anos alguém irá assisti-lo e dirá: "Isso é uma obra-prima!". Talvez eu esteja equivocado, mas aos meus olhos este é uma obra que merece respeito. Sim, pode ter sido sorte do diretor, mas Poder Sem Limites é um dos filmes que mais se destacou até agora no ano e me fez ficar sentado na poltrona do cinema por mais tempo pelo impacto que me causou.

quinta 08 março 2012 17:47 , em Críticas Cinematográficas


Crítica - A Invenção de Hugo Cabret

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Indicado a 11 Oscars (Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Efeitos Visuais, Melhor Edição, Melhor Figurino, Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Mixagem de Som, Melhor Edição de Som e Melhor Trilha Sonora [ufa!]), ganhador do Globo de Ouro de Melhor Diretor para o mega-ultra-bom Martin Scorsese, ganhador de dois BAFTAs (Melhor Efeitos Visuais e Melhor Edição de Som), A Invenção de Hugo Cabret (Hugo no título original) literalmente lidera o número de prêmios e elogios dos críticos pela história do garotinho orfão que mora em uma estação de trem, mas será que o filme realmente merece? É CLARO!

O filme é lindo do começo ao fim, bem levado por uma insistente música feita pelo Howard Shore (que ganhou a Lâmpada do Ano pelo filme aqui no blog), uma fotografia perfeita que vai do tom de um leve pôr-do-sol francês, até a luz das lamparinas da rua. Tirando o fato que a história e o roteiro... Estarem impecáveis! Sim, sim muito lindo... E não posso deixar de comentar os Efeitos Especiais que foram ótimos, toda a estação é feita em CGI, e a junção de movimentos das câmeras que acontece na cena de abertura foi perfeita (e fica melhor ainda em 3D).

O Martin Scorsese (que já ganhou um Oscar de Melhor Diretor em 2007 por Os Infiltrados) mostra o quanto flexível que ele pode ser (e é!) no seu papel de diretor; além disso, depois desse filme, aumentou ainda mais sua reputação como o melhor diretor da década (por que não do século?).

Problemas? Sim o filme têm vários furos, mas todos são ofuscados pela ÓTIMA atuação do Asa Butterfield [Hugo] (que já tinha mostrado talento pelo filme O Menino do Pijama Listrado) e Chloe Moretz [Isabelle] (que fez a amiga do Gordon-Levitt em 500 Dias Com Ela). Um furo bem louco é o ataque direto aos amantes de cinema, aos críticos que amam o cinema francês primordial (EU) e a própria Academia em si... Mas sabe o que é pior? Eu gostei do "erro" (ponha aspas nesse "erro")...

sábado 25 fevereiro 2012 19:04 , em Críticas Cinematográficas


Crítica - Sherlock Holmes - O Jogo de Sombras

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Não é mais novidade sabermos que Sherlock Holmes é um dos maiores ícones da literatura e da TV, e que agora chegou para marcar o cinema (mais uma vez) interpretado por Robert Downey Jr. Nosso querídissimo detetive de Londres, depois de impedir a morte de vários parlamentares, agora tem a simples missão de impedir que o mundo entre em uma Guerra Mundial.

Em um filme bem divertido e dinâmico, dirigido pelo Guy Ritchie, tudo acaba sendo melhor que o primeiro. Um dos principais fatores foi saber a hora certa de fazer cada coisa no filme, algo que a equipe de produção e roteiristas conseguiram fazer bem (não sei como), que hora exagerar, que hora acalmar (ou deixar menos exagerado, nesse caso). Os atores realmente estavam bem, como a Rachel McAdams, que tem uma curta aparição, que mesmo assim foi impactante, mas esse fato ocorreu pois há muita dinâmica entre o personagem do Sherlock e da Senhorita Adler...

E sobre a dupla principal (o detetive [Robert] e o Dr. Watson[Jude Law]), pareceu-me menos eficaz que no primeiro, parecia que as atuações dos dois estavam batalhando como se uma apagasse a outra, dependendo do diálogo. Mas a comédia entre eles funciona, porém a dinâmica sentimental deles pareceu perdida em certos momentos (em outros foi muito bem trabalhada), e esse foi um dos erros do filme.

Mas a fotografia estava boa, bem mais delicada e trabalhada que a do primeiro. E a trilha sonora estava impecável (feita por Hans Zimmer, que também fez as trilhas de A Origem e Batman: O Cavaleiro das Trevas), mas foi usada inadequadamente, o telespectador precisa de alguns minutos de silêncio.

Também sobre os atores que fizeram bem seu papel: como o Jared Harris, fazendo o papel do inimigo da vez, o Profº Moriarty (que deu uns bons momentos e outros nem tanto), e o Stephen Fry como o irmão do Sherlock, o Mycroft Holmes que deu um toque sutil de humor a mais (que nem era muito necessário).

O mais interessante do filme é a cena antológica em que Sherlock Holmes leva seu amigo Watson para o casamento deste segundo, em que apenas em linguagem visual e artística o telespectador tem um forte entendimento de tudo que ocorre. E é nessa cena que Robert Downey Jr. mostra que realmente é um bom ator em qualquer situação (que não é apenas um palhaço), e que tudo é estragado, pois o clima de despedida é desfeito, a cena devia ser transportada de um algum modo para o final do filme. Mas ousou bem no final, algo que realmente foi elegante.

Em si o filme acaba com um antigo Sherlock Holmes (assim como o primeiro) e cria um novo. Falha e erra nisso, mas acaba deixando o filme mais atrativo para um público moderno. Falando em público moderno, o filme (lógico) exagera em explosões, tiros e ação, mas isso nem é muito preocupante, porém não foi tão bom quanto as câmera lentas do primeiro, acabou perdendo uma certa sutileza. E o roteiro também estava bem organizado, alguns problemas no ritmo, mas nada demais.

De uma nota de um a dez daria seis e meio, pois não é nada surpreendente como eu esperava, mas é legal para levar uma "amiga" ao cinema. Não aconselho para as crianças, por mais engraçado que seja o filme é complexo (numa tentativa de mostrar trabalho), mas essa complexidade é apenas para impressionar o público e alguns críticos atoas...

terça 17 janeiro 2012 00:25 , em Críticas Cinematográficas


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